Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos”. (Romanos 3:25)

Martinho Lutero, depois de tornar-se professor na Universidade de Wittenberg, entendeu a justiça divina e entrou em um caminho de redescoberta do evangelho da graça. Para ele, o amor e a ira divina se manifestam no Cristo. Deus não tolera pecado, por isso o expia em sua ira. Mas, como seu objetivo não é o castigo, mas a vida do pecador, entrega seu Filho, o qual assume a punição sobre si. Justiça divina, dizia ele, não é lei que julga e faz exigências, mas é justiça dada pelo Eterno em graça, pois a fé é dom divino, em que o propósito é o amor. Mais que magistratura, somos mais que absolvidos, pois recebemos o favor eterno. A justiça é adquirida pelo sofrimento e morte vicária de Jesus, e é atribuída ao homem por convicção, independentemente de qualquer mérito ou dignidade humana, nossos pecados foram perdoados e a ira divina aplacada pela propiciação. Não havia modo do homem de quitar a pena, pois a justiça divina só é cumprida pelo próprio Deus.

Feliz Páscoa!

A foto é de uma página do “Ein Betbüchlein mit Kalender und Passional”, calendário de orações publicado pelo reformador alemão em 1529 e tenho a honra de uma edição em minha biblioteca.

O “Ein Betbüchlein mit Kalender und Passional”.

Baptist pastor, theologian, journalist and translator Italo-Brazilian. info@guilhermebalista.com

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