Coronavírus: reflexão sobre a realidade na Itália

Em 4 de março, o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte assinou um decreto que prevê medidas urgentes em relação à contenção e gerenciamento da emergência do COVID-19, válida em todo o país. O contágio do vírus no país atingiu, em pouco tempo, um número superior a 74 mil pessoas e, então, foram transcritos decretos e regulações relativas à restrição de movimentação e evitar a disseminação do vírus.

O COVID-19.

As medidas cruciais para o controle de uma epidemia, na ausência de medicamentos eficazes e de uma vacina, como no caso do corona vírus, são constituídas principalmente pelo isolamento dos indivíduos confirmados ou suspeitos e pela identificação de todos os seus contatos. A importância de encontrar o chamado paciente zero no início de um surto reside precisamente nisso: ser capaz de reconstruir todo o seu histórico de conexões, para poder isolá-los e conter a propagação do vírus. Em qualquer caso, no entanto, quanto mais se prossegue, menos importante será identificar o paciente (ou os pacientes) zero. Portanto, é correto se concentrar em como bloquear a cadeia de transmissões, pois agora é tarde demais. O motivo da Itália ser fortemente afetada.

Para determinar a eficácia do isolamento dos casos e identificar os contatos para o controle de uma epidemia, no entanto, vários fatores entram em jogo. Um deles é a chamada taxa líquida de reprodução (R0), ou seja, o número de pessoas que podem ser infectadas por um indivíduo, que para o SARS-CoV-2 presumivelmente está entre 2 e 3. Em um caso como esse, os modelos estatísticos nos mostram que a epidemia só pode ser contida identificando e isolando cerca de 80% dos contatos das pessoas infectadas. Uma porcentagem que não é fácil de alcançar sem o comprometimento de todos.

Infelizmente, no entanto, nem sempre é fácil identificar casos e conexões: muitos outros fatores podem entrar em jogo, tornando tudo mais difícil. Um de todos é a possibilidade de transmissão da infecção antes do início dos sintomas, o que tem acontecido com o COVID-19. Outro ponto importante é o tempo que passa entre o início dos sintomas e o isolamento do indivíduo infectado. De fato, se ele não for imediatamente isolado, durante esse período continuará com suas costumeiras atividades sociais, podendo assim infectar outras pessoas. E isso, infelizmente, é outra característica do novo vírus: em uma alta porcentagem de casos, as infecções são leves ou assintomáticas, o que permite ao infectado de não perceber que está doente, continuando assim a transmitir.

Por tais motivos, corre-se o risco de não conseguir isolar todos os casos e os indivíduos com os quais entraram em conexões. Para se conseguir, é essencial que cada um de nós faça sua parte. Contribuir com regras de bom senso, como, pelo menos e por exemplo, evitar contatos na presença de sintomas respiratórios e respeitar as regras básicas de higiene, como lavar as mãos. Deve-se agir como se cada um fosse positivo ao vírus. Só assim podemos superá-lo.

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